Timor-Leste

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Díli

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Área
48, 27 km2 (cidade); 372 km2 (distrito)
População
157 854 habitantes (distrito)
Clima
Tropical, quente e húmido, com duas estações anuais determinadas pelo regime das monções
Recursos Económicos
Exportação de café, sândalo e mármore. Reservas de petróleo.

Elementos Institucionais

Adesão à UCCLA
2001
Aniversário
30 de agosto
Presidente da Câmara Municipal
Administração Estatal - Administrador - Gaspar Soares
Morada
Administração do Distrito de Díli
Rua Mouzinho de Albuquerque
Díli, República Democrática de Timor-Leste
Telefone
(00670) 331 25 53
Fax
(00670) 331 25 26
Email
silresgs@yahoo.com

Breve História

Díli é um dos 13 distritos administrativos de Timor-Leste. Está localizado na costa norte da ilha de Timor e confina, a oeste, com o distrito de Manatuto, a sul, com Aileu, a leste, com Liquiçá e a norte, com o Mar de Savu; a ilha de Ataúro, em frente da cidade de Díli, também faz parte do distrito. A cidade de Díli é a capital do país, sede do distrito de Díli e de um dos três bispados do país. Em Díli está localizado o principal porto do país e o único aeroporto internacional, em Comoro, recentemente rebaptizado em honra do líder independentista Nicolau Lobato. A cidade, centro cultural, político e económico do país, tem muito poucos recursos, dependendo da ajuda económica externa e da agricultura, atividade que emprega a maioria da população. A exploração dos recursos energéticos do Mar de Timor (gás e petróleo), em parceria com a Austrália, virá certamente dar um novo impulso à economia da cidade, do distrito e do país. Para possibilitar um desenvolvimento sustentável e retirar o carácter anárquico e de elevada densidade populacional que caracterizam atualmente a capital de Timor-Leste está em elaboração, com o apoio da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, um Plano de Urbanização de Díli que permitirá traçar ruas e espaços públicos, fazer equipamentos e infra-estruturas, licenciar grandes construções e concretizar propostas no âmbito das políticas sectoriais. No âmbito da cooperação da UCCLA com a cidade de Díli, destacam-se a reconstrução e a reabilitação do Liceu Dr. Francisco Machado, onde hoje está instalada a Universidade de Díli, a reabilitação e ampliação do antigo Palácio do Governador, atualmente Residência Oficial do Presidente da República, e ainda a estrada de acesso à Escola de Balibar. Breve História Díli foi fundada em 1769. As frágeis construções de madeira dos primeiros anos foram consumidas por sucessivos incêndios até que, em 1834, a cidade foi urbanizada, sendo elevada à categoria de cidade, em Janeiro de 1864. No final do século XIX foram realizadas diversas melhorias em Díli, como a ligação da cidade aos povoados circunvizinhos por estrada, a rede de abastecimento de água e o farol do porto. Já nos inícios do século XX, foram construídas a catedral e o a câmara municipal de Díli, que não sobreviveram à invasão e ocupação do Japão, na Segunda Guerra Mundial, um período negro da história de Díli e de Timor, com massacres à população e destruição generalizada do edificado. Terminada a guerra, Timor regressou ao domínio português, empreendendo-se uma penosa e demorada reconstrução da capital da colónia e de todos os outros centros populacionais. Entre 1959 e 1963 foi a construída ponte-cais de Díli, restabelecida a rede de esgotos, o abastecimento regular de água e de energia eléctrica, foram erguidas escolas e hospitais e reparadas ou construídas novas ruas, estradas e pontes. Depois foram alcatroados os principais arruamentos da cidade, alargou-se o período de fornecimento de energia eléctrica às 24 horas do dia. Foram ainda construídos o Centro Emissor de Telecomunicações, as oficinas das Obras Públicas, a Escola Técnica, a Imprensa Nacional, os CTT, a prisão e o porto de mar foi modernizado e ampliado. Timor-Leste proclamou unilateralmente a independência em 28 de Novembro de 1975. Nove dias depois, a Indonésia invadiu Díli, transformando o território na sua 27.ª província, chamada "Timor Timur". No entanto, a resistência timorenses, prosseguiu uma luta de guerrilha contra a ocupação, ferozmente combatida pelo exército indonésio. Ao longo dos 25 anos que durou a ocupação, dezenas de milhares de civis foram mortos. A cobertura mediática, a nível mundial, do massacre cemitério de Santa Cruz, em 1991, resultou num movimento de apoio internacional a favor da independência de Timor-Leste, sobretudo no exterior, onde se formaram inúmeros movimentos de apoio à causa timorense. Em 1998, com a queda de Suharto e a tomada de posse de B. J. Habibie, o governo da Indonésia aceitou a realização de um referendo em Timor-Leste, supervisionado pela ONU. A maioria da população (78,5%) votou pela independência, o que provocou a ira de milícias orquestradas pela Indonésia, levando à destruição de grande parte da cidade. Em 20 de Maio de 2002, Díli voltou a ser capital da República Democrática de Timor-Leste.