Coimbra
Coimbra
Portugal
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Portugal
Breve história

Coimbra é uma das mais antigas cidades de Portugal, com origens romanas e visigóticas e influência muçulmana. Definitivamente conquistada em 1064, foi a primeira capital do reino quando D. Afonso Henriques ali se instalou com a sua corte. Coimbra recebeu do monarca carta de foral em 1179 e aí nasceram 6 reis de Portugal, da Primeira Dinastia. A Universidade, a primeira do País, fundada por D. Dinis ainda no século XII, foi definitivamente instalada em Coimbra em 1537, por ordem do rei D. João. A existência e funcionamento da Universidade condicionaram e influenciaram desde então a vida e a dinâmica da cidade. Coimbra possui um riquíssimo património arquitectónico, de que são exemplo o Mosteiro de Santa Cruz, a Sé Velha, o Mosteiro de Santa-Clara-a Velha e o Paço Real, na Almedina, onde no século XVI se instalou a Universidade, e edifícios mais recentes, como o Pavilhão Centro de Portugal, projetado pelos arquitetos Souto Moura e Siza Vieira. Não menos importante é o património cultural da cidade, para onde passaram a convergir desde logo os mais ilustres pensadores e professores. As tradições académicas de Coimbra, como a Queima das Fitas, as Latadas, as “Repúblicas” ou as Praxes, e os Fados de Coimbra, cantados pelos estudantes trajados com a capa e a batina negras, as tunas académicas e as serenatas, são hoje tão entusiasticamente celebradas e vividas como em tempos passados. No século XX, a cidade cresceu rapidamente, integrando os pequenos burgos que a rodeavam, e hoje o município de Coimbra inclui 31 freguesias. A construção de novas zonas habitacionais, de instituições hospitalares de referência, de excelentes infraestruturas e vias de comunicação tem vindo a devolver à cidade do Mondego o seu lugar como polo de desenvolvimento da Região Centro de Portugal. Encontra-se em Coimbra a melhor incubadora de empresas do mundo, premiada internacionalmente, ligada à universidade, principalmente através do Instituto Pedro Nunes e ao Centro de Neurociências e Biologia Celular.

Descrição
Área
319 41 km² (Concelho)
População
143 396 (census 2011)
Clima
Mediterrânico (classificação de Köppen-Geiger). No inverno, as temperaturas variam entre 15° C (dia) e 5º (noite), podendo descer a 0ºC em períodos de vagas de frio no verão as temperaturas oscilam entre os 29°C (dia) e 16º (noite), podendo chegar e até a ultrapassar os 40°C.
Recursos Económicos
Indústria de alta tecnologia aplicada à saúde e serviços especializados na área da saúde, empresas de tecnologias de informação de ponta, ligadas à cultura e também a áreas como a defesa, aero-espacial, financeira, indústria, telecomunicações, etc.
Elementos Institucionais
Adesão à UCCLA
7 de maio de 2010
Aniversário
4 de julho
Presidente da Câmara Municipal
Ana Maria Pereira Abrunhosa
Morada

Câmara Municipal de Coimbra Paços do Município Praça 8 de Maio 3000-300 Coimbra, Portugal

UCCLA esteve presente nas III Jornadas Municipais Lusófonas

A Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, participou nas III Jornadas Municipais Lusófonas, sob o tema “O Poder Local e os desafios das alterações climáticas”. O evento foi organizado pela Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) em conjunto com a Universidade de Coimbra, tendo decorrido naquela cidade a 15 de junho.

Na sua intervenção, a Secretária-Geral Adjunta da UCCLA aludiu à relevância da organização enquanto associação internacional de municípios, promovendo a cooperação e entreajuda entre cidades que falam português nos quatro continentes, nos mais variados setores, desde a cultura e educação, até ajuda ao desenvolvimento, passando pela problemática das alterações climáticas e sustentabilidade ambiental.

O programa das Jornadas inclui dois painéis temáticos sobre “A Governação Autárquica em contexto de crise. A cooperação descentralizada.” e “Alterações climáticas e poder local no espaço lusófono”, com participação de oradores de vários países de língua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.


Programa das III Jornadas Municipais Lusófonas 


Mais informações sobre as III Jornadas Municipais Lusófonas 

 

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UCCLA esteve presente nas III Jornadas Municipais Lusófonas

Coimbra reforça apoio social a famílias em situação de vulnerabilidade

A Câmara Municipal de Coimbra (Membro Efetivo da UCCLA) formalizou, no dia 27 de maio, os protocolos do Fundo Municipal de Emergência Social (FMES) para 2026, disponibilizando um montante global superior a 522 mil euros para apoiar pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconómica.

A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, da vereadora da Ação Social, Margarida Mendes Silva, e das entidades gestoras responsáveis pela operacionalização do fundo no concelho.

O FMES conta este ano com uma dotação municipal de 255 mil euros, à qual se soma o saldo transitado de 2025, de cerca de 267 mil euros. A primeira tranche de apoio, no valor de 127.500 euros, será transferida em breve para as entidades gestoras indicadas pelas Comissões Sociais de Freguesia.

Destinado a apoiar situações de comprovada vulnerabilidade económica, o Fundo Municipal de Emergência Social permite dar resposta rápida a despesas essenciais relacionadas com alimentação, saúde, habitação e encargos domésticos, através de uma rede de proximidade que envolve as Comissões Sociais de Freguesia e entidades locais sem fins lucrativos.

Na sessão, Ana Abrunhosa destacou o FMES como “um instrumento absolutamente essencial da política social do Município de Coimbra”, sublinhando o papel das entidades gestoras e dos técnicos que acompanham diariamente as situações de maior fragilidade social. A autarca reforçou ainda que o fundo representa um compromisso do Município com a proteção social, a dignidade humana e a coesão social.

A cerimónia incluiu igualmente a assinatura de vários contratos-programa e protocolos de cooperação com instituições do concelho, destinados a apoiar projetos nas áreas da infância, segurança alimentar, apoio a pessoas em situação de sem-abrigo e integração de migrantes.


Mais informações sobre “Coimbra reforça apoio social a famílias em situação de vulnerabilidade” 

 

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Coimbra reforça apoio social a famílias em situação de vulnerabilidade

"Um Dia para Camões em Coimbra" celebra a força da língua portuguesa

A Sala D. Afonso Henriques, no Convento São Francisco acolheu, no dia 12 de fevereiro, o evento “Um Dia para Camões em Coimbra” - promovido pela Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e UCCLA -, que reuniu mais de 400 estudantes para celebrar os 500 anos do nascimento do poeta.

O evento, que reuniu personalidades da literatura e da cultura lusófona em homenagem aos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, contou com a participação presencial dos escritores galardoados com o Prémio Camões, Hélia Correia e Germano Almeida, além de uma declaração de Manuel Alegre, lida pelo moderador do encontro, o jornalista e poeta José Carlos Vasconcelos.

Qual é o elo de ligação entre Luís de Camões, um escritor de 500 anos atrás, e os jovens de hoje? Essa foi a pergunta que a Embaixadora Paula Leal da Silva, Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, procurou responder. Para a responsável "o elo de ligação se relaciona com um aspeto absolutamente inquestionável: o facto de os grandes génios, nomeadamente Luís de Camões, serem sempre intemporais." Destacando que “tudo o que o poeta escreveu pertence a hoje, ao mundo de hoje, ensina-nos e enriquece-nos”, acrescentou que [Camões] deve ser apresentado às novas gerações como uma referência viva, "Camões soube descrever a identidade de Portugal, mas também as emoções, os encantamentos, a melancolia, tudo aquilo que nos define. É por isso que, ao lê-lo, nos reencontramos. A cultura não pode ser um dever, tem de ser um prazer."

O Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, destacou a importância da efeméride e a ligação do poeta à instituição, "é um privilégio celebrar Camões no ano em que a Universidade de Coimbra comemora 735 anos da sua fundação e 700 anos da morte do seu fundador, El-Rei D. Dinis.”

Amílcar Falcão ressaltou a forte ligação de Camões a Coimbra, afirmando que "no caso da Universidade de Coimbra, a sua figura [de Camões] se cruza com um pilar essencial da história da instituição," o que foi determinante para que a UNESCO inscrevesse a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia na lista de Património Mundial em 2013. O Reitor acrescentou ainda que a distinção reconhece "a relevância central dessa dimensão imaterial da candidatura, bem como o papel da Universidade e da cidade de Coimbra na difusão e defesa da língua e cultura portuguesas."

Hélia Correia refletiu sobre a forma como o poeta é percebido nos dias de hoje, "do meu ponto de vista, trata-se de uma figura da literatura portuguesa magnífica, excelente, mas que não é amada. É admirada, estudada, escalpelizada, mas falta-lhe um elemento essencial que outras nações e idiomas cultivam em relação aos seus escritores: o amor".

Germano Almeida lamentou o afastamento de Camões da literatura cabo-verdiana após a independência: "Deixámos Camões, o que é uma pena. No entanto, a sua influência perdura". O escritor destacou a proximidade que sente com o poeta: "Costumo dizer que Camões é-me familiar. Estudei Os Lusíadas com alegria e sabia quase de cor". "A sua forma de escrever continua a marcar-nos", admite.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, sublinhou o espírito aventureiro do poeta e a sua relação com os jovens: “Camões foi um aventureiro da vida, do amor, das descobertas e da literatura. Celebrá-lo é percorrer uma vida de desafios, algo que todos nós, em maior ou menor medida, carregamos dentro de nós.”

Para José Carlos Vasconcelos, moderador do evento, a celebração vai além do poeta e reafirma o papel da língua portuguesa no mundo: “É uma sessão sobre a língua portuguesa e a sua presença global. Naturalmente, Camões está no centro dessa conversa".

 

Mais informações, fotografias e vídeo disponíveis no link https://ucpages.uc.pt/noticias/artigos/um-dia-para-camoes-em-coimbra-celebra-a-forca-da-lingua-portuguesa/?q=cam%C3%B5es 

 

 

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"Um Dia para Camões em Coimbra" celebra a força da língua portuguesa

Coimbra vai receber Encontro de Escritores galardoados com o Prémio Camões

Germano Almeida, Hélia Correia e Manuel Alegre são os convidados do encontro “Um dia para Camões em Coimbra”, que vai reunir, no dia 12 de fevereiro, três escritores galardoados com o Prémio Camões na evocação do legado do autor d’Os Lusíadas, sob moderação do jornalista e poeta José Carlos Vasconcelos. A sessão terá lugar na Sala D. Afonso Henriques do Convento São Francisco, entre as 10 e 12 horas. O Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, estará presente.

 

 

O encontro - cujo objetivo é criar uma oportunidade para interagir com alguns vencedores do Prémio Camões - é promovido pela Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e UCCLA, com a colaboração da Rede de Bibliotecas de Coimbra e Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP, e com o apoio do Programa das Comemorações Nacionais do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.

Esta iniciativa pretende, assim, proporcionar ao público a oportunidade de participar num encontro com três vencedores do Prémio Camões.

A entrada é gratuita.

A inscrição é obrigatória para grupos escolares através deste Formulário 

Informações através do endereço 500anoscamoes@uc.pt

 

 

 

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Coimbra vai receber Encontro de Escritores galardoados com o Prémio Camões