Gabu
Gabu
Guiné-Bissau
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Guiné-Bissau
Breve história

Gabu, um dos cinco sectores que formam Guiné-Bissau, é a região mais a leste do país, fazendo fronteira com o Senegal, a norte, a Guiné-Conacri a leste e sul e com as regiões de Tombali e Bafatá a leste. A sua capital é a cidade de Gabu, a maior cidade do Leste do país. Gabu foi a capital do Império Kaabu (também conhecido por Ngabou ou N’Gabu), um reino Mandinga que existiu entre 1537 e 1867 na chamada Senegâmbia, região que abarcava o nordeste da atual Guiné-Bissau, mas que se estendia até Casamança, no Senegal. Antes disso, Gabu, ou Kaabu, fora uma província do Império Mali que se tornara independente depois do declínio do império. No século XIX, os Fula estabeleceram a sua supremacia na região, pondo fim ao domínio de Kaabu. Durante o período colonial a cidade passou a ser designada por Nova Lamego, mas recuperou o seu nome tradicional após a independência do país. No centro de Gabu está preservado um pequeno núcleo urbano de inspiração colonial.

Descrição
Área
9 159 km2 (região)
População
14 430 habitantes (cidade) 37 525 (2010) / 215 530 habitantes (região) (censo de 2009)
Clima
Clima tropical, quente e húmido, com duas estações distintas: a estação das chuvas, de meados de maio até meados de novembro, e a estação seca, durante os restantes meses do ano. Os meses de dezembro e janeiro são os mais frescos. No entanto, as temperaturas são muito elevadas durante todo o ano.
Recursos Económicos
Agricultura, pecuária e comércio
Elementos Institucionais
Adesão à UCCLA
30 de novembro de 2006
Aniversário
15 de agosto
Governador
Governador da Região de Gabu - Elisa Tavares Pinto
Morada

Rua Principal
Bairro da Cidade de Gabú
Caixa Postal 001
República da Guiné Bissau

Telefone
Plataforma Digital

Projeto Boa Governação realiza inquérito para medir impacto das ações nas comunidades de Gabu

O Projeto Boa Governação iniciou um inquérito na Região de Gabu (Membro Associado da UCCLA), no leste da Guiné-Bissau, com o objetivo de avaliar o impacto das suas intervenções junto das comunidades beneficiárias e identificar áreas que necessitam de melhorias.

A iniciativa prevê a recolha de opiniões dos cidadãos sobre as ações desenvolvidas pelo projeto, contribuindo para uma avaliação mais abrangente dos resultados alcançados e das necessidades locais.

A técnica de Reforço Institucional do projeto, Nérida Varela Pereira, sublinhou a importância da auscultação das populações para a promoção de uma governação mais participativa e eficaz. “Sem ouvir as pessoas, não há boa governação”, afirmou a responsável, explicando que este é o primeiro de três inquéritos previstos durante a implementação do projeto.

Segundo Nérida Pereira, esta primeira fase servirá como linha de base para avaliar a perceção das comunidades sobre as ações desenvolvidas, permitindo orientar e corrigir intervenções nas cinco cidades abrangidas pelo projeto – Bafatá, Bolama, Buba, Canchungo e Gabu.

Em Gabu, várias iniciativas já estão a ser implementadas através dos Grupos de Ação Local (GAL), com enfoque na promoção da cidadania, da transparência, da participação comunitária e na melhoria dos serviços públicos.

Nérida Pereira apelou à participação ativa da população, destacando que o processo é fundamental para adequar as ações do projeto às necessidades reais das comunidades. “Este inquérito não é uma burocracia. É a voz da comunidade a orientar o projeto. Quanto mais pessoas participarem, melhor conseguiremos responder aos desafios locais”.

De acordo com a equipa técnica, os inquiridores estarão no terreno nos próximos dias, visitando bairros e tabancas para recolher opiniões de cidadãos, líderes comunitários e membros dos GAL.

O Projeto Boa Governação considera que a monitorização e avaliação contínuas das suas ações constituem instrumentos essenciais para reforçar a participação cidadã e contribuir para a melhoria da governação local.


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Foto: Instituto Marquês de Valle Flôr 

 

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Projeto Boa Governação realiza inquérito para medir impacto das ações nas comunidades de Gabu

Apoio a tabancas da região de Gabu para elaboração de microprojectos

Sessenta e duas tabancas da região de Gabu (Membro Associado da UCCLA), no leste da Guiné-Bissau, vão beneficiar de um financiamento do Fundo de Adaptação do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), para elaboração de micro projetos para o desenvolvimento das comunidades rurais.

De acordo com o chefe de Antena do Projeto Promoção da Agricultura e Clima Inteligente no leste do país, Cutubó Cassamà, o projeto vai identificar as necessidades prioritárias das tabancas selecionadas.

Cassamá disse que o BOAD disponibilizou, desde 2020, um financiamento no valor de nove milhões de dólares, com uma prorrogação de um ano e meio, e que já está criado um Comité Regional para aprovação de Micro Projetos concorrentes. “Dentro de um ano e meio, sessenta e duas tabancas da região de Gabu, vão poder ver melhorado as condições de vida, através de Micro Projetos para abertura de furos de água, construção de escolas, produção hortícola e outras atividades comunitárias”, disse aquele responsável.

 

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Apoio a tabancas da região de Gabu para elaboração de microprojectos

Promover a Apicultura Inclusiva no Leste da Guiné-Bissau

A apicultura é uma atividade de grande importância económica e social, que contribui, paralelamente, para a manutenção e preservação dos ecossistemas existentes. A Guiné-Bissau apresenta características particulares de flora e clima - aliadas às especificidades das abelhas melíferas - que lhe confere um enorme potencial para a atividade apícola.