UNESCO reconhece roças de São Tomé e Príncipe como Património Mundial
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UNESCO reconhece roças de São Tomé e Príncipe como Património Mundial

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu, no dia 26 de julho de 2026, um conjunto de seis roças de São Tomé e Príncipe como Património Mundial. A decisão foi tomada durante a reunião do Comité do Património Mundial em Busan, na Coreia do Sul.

Localizadas nas ilhas de São Tomé e do Príncipe, estas antigas plantações constituem um importante testemunho do sistema agroindustrial colonial desenvolvido no arquipélago, sobretudo em torno da produção de café e cacau, integrando áreas agrícolas, infraestruturas industriais, espaços residenciais e equipamentos de carácter social.

Segundo a UNESCO, as roças constituem um exemplo representativo do funcionamento, em larga escala, de um modelo agroindustrial colonial que marcou profundamente a organização económica, social e territorial de São Tomé e Príncipe.

Desenvolvido entre o final do século XIX e meados do século XX, este sistema assentou na produção de matérias-primas para exportação e recorreu à deslocação de mão de obra proveniente de diferentes territórios africanos, num contexto histórico posterior à abolição da escravatura e marcado por práticas de trabalho coercivo.

O reconhecimento pela UNESCO confere uma nova projeção internacional a este património histórico e cultural de São Tomé e Príncipe, contribuindo para a sua preservação, valorização e transmissão às gerações futuras.


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