Teve lugar no dia 27 de maio, na UCCLA, a inauguração da exposição “Shapeshifters/Metamorfoses”, uma mostra coletiva internacional no projeto Shapeshifters, dedicada às temáticas da transformação, da identidade e da relação com o mundo natural.
A sessão de abertura contou com a presença de vários artistas participantes, que apresentaram as suas obras e explicaram alguns dos materiais e processos utilizados na sua criação. Os curadores Katherine Sirois e de Ricardo Barbosa Vicente contextualizaram o enquadramento conceptual de diversas peças expostas.
Na ocasião, o coordenador da Cultura da UCCLA, Rui Lourido, deu as boas-vindas aos presentes e destacou que esta é a 17.ª exposição organizada pela instituição dedicada às artes contemporâneas dos países de língua portuguesa. Sublinhou ainda que, com esta mostra, a UCCLA renova e amplia a sua missão de promover o diálogo intercultural agora em torno de uma temática profundamente contemporânea: as metamorfoses entre o ser humano e os reinos vegetal, animal e mineral, ultrapassando fronteiras nacionais, identitárias, étnicas e de género.
A exposição desdobra-se em duas mostras complementares, apresentadas em espaços distintos: na UCCLA e na Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos. As inaugurações decorreram, respetivamente, nos dias 27 de maio e 19 de maio.
Organizada pela P28 - Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico e pela UCCLA, e com o apoio da DGARTES, a exposição explora a fluidez das fronteiras entre os reinos mineral, animal, humano e vegetal, mas também entre o animado e o inanimado.
Com curadoria de Katherine Sirois, em ambos os espaços, e de Ricardo Barbosa Vicente, na UCCLA, “Shapeshifters/Metamorfoses” apresenta a metamorfose como linguagem artística contemporânea. A mostra reúne artistas de diferentes geografias que, através da pintura, escultura, fotografia, instalação e performance, interrogam a metamorfose como condição essencial do ser e da matéria.
A entrada é gratuita em ambos os espaços.
Conceito:
Shapeshifters, que em português significa “metamorfos”, parte da ideia de que a mudança de forma é uma constante nas culturas e espiritualidades humanas. Dos mitos da Grécia Antiga às cerimónias aborígenes, do xamanismo ao candomblé, passando pelas lendas e pela ficção contemporânea, ser mutável, híbrido e múltiplo atravessa todas as civilizações.
Zeus transforma-se em touro, cisne ou chuva dourada. Daphne torna-se loureiro. Actaeon é convertido em veado por Ártemis. Estas narrativas mitológicas dialogam na exposição com obras contemporâneas que dissolvem as fronteiras entre o animado e o inanimado, o humano e o não humano, o natural e o construído.
Artistas expostos na UCCLA:
A exposição reúne artistas de diferentes países, cujos percursos e linguagens diversas convergem na exploração da mudança como força criadora.
Artistas participantes: Arnold Fokam, Carla Cabanas, Christian Holstad, Diogo Nogueira, Emerson Quinda, Fernanda Feher, Filipe Branquinho, Francisco Trêpa, Isabel Relvas, Lu Wei, Mané Pacheco, Marie-Pierre Brunel, Nadia Barkate e Rebecca Munce.
Apoios:
O projeto Shapeshifters recebeu o apoio do Ministério da Cultura de Portugal através da DGArtes e está aberto a apoios complementares de outras entidades públicas ou privadas. A exposição conta com a parceria do Carpe Diem Arte e Pesquisa.
Locais:
- UCCLA
Morada: Avenida da Índia, n.º 110 - Lisboa
Datas: 27 de maio a 10 de julho de 2026
Horário: segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas e as 14 e as 18 horas
- Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos
Morada: Avenida do Brasil, n.º 53 - Lisboa
Datas: 19 de maio a 4 de julho de 2026
Horário: quarta a sábado, entre as 14 e as 19 horas