Teve lugar no dia 27 de março, a apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” da autoria de José Antonio González Carrillo e Mário Rui Simões Rodrigues, no auditório da UCCLA.
“Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, que foi apresentado por Eduardo Machado, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno: a Ordem de São Francisco.
O livro constitui um importante contributo para o conhecimento histórico e patrimonial de Olivença. A obra apresenta uma abordagem aprofundada sobre a evolução do convento, articulando o passado e o presente através de documentação desconhecida e inédita.
Ao explorar diferentes períodos históricos, os autores evidenciam a relevância do Convento de São Francisco não apenas como espaço religioso, mas também como elemento central na identidade cultural e arquitetónica da região. O livro destaca-se pelo rigor da investigação e pela valorização de fontes pouco conhecidas, proporcionando uma nova leitura sobre este património.
Uma leitura que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença. Trata-se, assim, de uma obra fundamental para investigadores, estudantes e todos os interessados na história local, na preservação do património e nas dinâmicas entre tradição e modernidade.

Sinopse:
“Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, dos autores Mário Rui Simões Rodrigues e o oliventino José Antonio González Carrillo, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno de Olivença: a Ordem de São Francisco. Através de uma abordagem rigorosa, explora-se a dicotomia entre o primitivo cenóbio rural do início do século XVI e a subsequente transferência para o espaço urbano intra-muros no final da centúria de Quinhentos.
O presente volume destaca-se pelo seu valioso contributo histórico ao revelar:
- Documentação inédita: Com acesso a fontes primárias desconhecidas que permitem fazer uma nova leitura sobre a configuração histórica e patrimonial da Ordem em Olivença.
- Evolução: O exame detalhado da expansão cultural que consolidou este convento como um dos mais insignes complexos monásticos do Alentejo e de Portugal.
- Resgate historiográfico: A recuperação de numerosos pormenores que, até este momento, permaneciam à margem da historiografia contemporânea.
Este livro oferece uma visão holística e tecnicamente fundamentada sobre um património secular irrepetível, uma leitura imprescindível que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.
Biografias:
José Antonio González Carrillo (Olivença - 1975) formou-se na área da publicidade e do desenho, aprofundando disciplinas como a fotografia, a ilustração ou a edição. Especializou-se em conservação histórica, ampliando conhecimentos e bagagem profissional sobre estas matérias. O grosso principal da sua obra exprime-se em diversos livros onde o eixo gráfico e a criatividade partilham protagonismo com a narração histórica. A sua obra, definida pela crítica como “trabalho comprometido e de vincada personalidade”, é imparável, criando atualmente diferentes trabalhos e livros no prisma principal da sua inspiração: o contexto cultural e histórico do seu meio mais próximo. É autor das seguintes obras: Saudade; Olivença oculta; Herança portuguesa nas confrarias de Olivença; Almas da Madalena; Quando já não estivermos; Matriz e Ruas e Aldeias de Olivença. É coautor dos livros Oliventinos e O Foral Manuelino de Olivença.
Mário Rui Simões Rodrigues (Angola - 1967) licenciou-se em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e em Direito, pela Faculdade de Direito da mesma universidade. É autor dos seguintes estudos: Olivença na Conferência da Paz de 1919; Viagens pela História de Alvaiázere; Da Estrada Romana ao Telégrafo Visual: Dois mil anos de viagens e comunicações por terras de Alvaiázere; O Diário “Perdido” da Viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772; Sinóptica proposição para a autoria d’O Couseiro. É coautor das seguintes obras: Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas - Alvaiázere / Ansião; Informações Paroquiais e História Local. A Diocese de Coimbra. Século XVIII; Alvaiázere e os Seus Forais; Forais de Figueiró dos Vinhos; Foral Manuelino de Olivença; D. Frei Gaspar do Casal e o Convento de Santo Agostinho, em Leiria: Contributos para a sua História.