São Tomé e Príncipe inaugurou primeiro laboratório de rastreio do cancro
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São Tomé e Príncipe inaugurou primeiro laboratório de rastreio do cancro
SÃO TOMÉ E PRINCIPE
Publicado em 11-05-2026

São Tomé e Príncipe inaugurou, dia 8 de maio, o primeiro laboratório de anatomia patológica, que vai permitir diagnósticos mais rápidos e precisos, em particular no cancro, reduzindo a dependência do exterior e tornando o tratamento mais acessível.

"O Laboratório de Anatomia Patológica representa um avanço decisivo na capacidade de diagnóstico, permitindo maior precisão, rapidez e segurança na identificação de doenças. Trata-se de um instrumento essencial para apoiar as decisões clínicas e melhorar significativamente a resposta do sistema nacional de saúde", declarou o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos.

A representante da Embaixada de Portugal Paula Pereira considerou que a criação do laboratório representa "um marco histórico" que contribuirá para salvar vidas e melhorar "os resultados de saúde para todos os são-tomenses". "O momento que hoje assinalamos representa efetivamente um avanço estrutural de extrema importância, particularmente no contexto do crescente peso das doenças não transmissíveis, em particular as oncológicas, naquele que é o perfil epidemiológico da população do país", referiu.

O laboratório está instalado no Hospital Central Dr. Ayres de Menezes e resulta de um pedido do Ministério da Saúde são-tomense à Fundação Gulbenkian, que concretizou o projeto com a parceria técnica do IPO-Porto e da Universidade Fernando Pessoa, "que apoiaram na montagem do laboratório e no acolhimento dos profissionais de saúde santomenses para a realização de estágios em contexto de trabalho".

A Fundação Gulbenkian refere que, "além do diagnóstico, o laboratório vai servir como polo de formação de profissionais de saúde - patologistas, técnicos de laboratório e outros especialistas - e como fonte de dados epidemiológicos, o que vai permitir conhecer melhor a realidade oncológica do país, apoiar a formulação de políticas públicas e a integração futura do Hospital em redes de investigação".

"O perfil epidemiológico de São Tomé e Príncipe tem vindo a alterar-se de forma significativa, sendo as doenças não transmissíveis o principal desafio de saúde pública, com as doenças oncológicas a contribuírem para o perfil de mortalidade, representando cerca de 13% do total", afirma.

Além do laboratório de anatomia, as autoridades são-tomense inauguram a remodelação e o equipamento do serviço de estomatologia do Hospital Ayres Menezes, que, segundo Paula Pereira, "representa um investimento vital na melhoria dos cuidados de saúde oral da população".

"O projeto de reforço dos sistemas de saúde oral de São Tomé, implementado pela Mundo a Sorrir e financiado pela cooperação portuguesa, garante ainda o apoio ao serviço de estomatologia do Centro de Saúde de Mé-zochi, o acompanhamento dos estudantes na área da saúde oral e dentária e a capacitação de profissionais de saúde e agentes de saúde comunitária", acrescentou.


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Foto: Gleba TV