Mais de duas centenas de crianças com necessidades educativas especiais continuam sem acesso ao ensino especial em São Tomé e Príncipe. Segundo Ana Maria Costa, diretora do Gabinete do Ensino Especial, muitas famílias ainda escondem a existência de crianças com deficiência, o que dificulta a sua integração no sistema educativo.
“Perante a existência de uma criança com deficiência, algumas famílias consideram que a prioridade deve ser dada aos outros irmãos”, explicou a responsável.
Para responder a este desafio, foi lançada a Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Educação Especial, elaborada com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança e financiada pelo Banco Mundial.
O projeto prevê a formação de técnicos especializados, ações de sensibilização junto da comunidade e o reforço dos recursos técnicos e tecnológicos nas escolas, com o objetivo de promover uma educação mais inclusiva.
A concretização da estratégia dependerá do envolvimento das famílias, das escolas e das instituições, para garantir que a educação especial se torne uma realidade efetiva no país.
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