Albinos beneficiam de consultas oftalmológicas gratuitas em Moçambique
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Albinos beneficiam de consultas oftalmológicas gratuitas em Moçambique
Em Moçambique, cerca de 100 pessoas com albinismo foram beneficiadas com consultas gratuitas de oftalmologia, numa campanha levada a cabo, durante cerca de um mês, pela Associação de Apoio às Pessoas com Albinismo em parceria com a organização não governamental portuguesa Kanimambo. Desde a sua criação a UCCLA tem apoiado todas as atividades da Kanimambo.
 
Para o feito, a organização Kanimambo enviou a Moçambique uma equipa de médicos especialistas em oftalmologia, que realizou as consultas na capital, Maputo, e na província nortenha de Nampula.
 
A diretora de Ação Médica da Kanimambo, Carla Frias, referiu que os principais problemas constatados são miopia - distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes desta chegar á retina -, estigmatismo - propriedade que determinados sistemas ópticos apresentam de fazer concorrer numa imagem pontual os raios de outro ponto ou objeto - e nistagmo - oscilações rítmicas, repetidas e involuntárias de um ou ambos os olhos.
 
O encerramento da campanha foi marcado pela distribuição de protetores solares a dezenas de pessoas com albinismo.
 
O objetivo da campanha era, precisamente, tentar melhorar a visão das pessoas com albinismo e sensibilizar sobre os cuidados a ter, segundo a médica Mun Faria, que explicou que as pessoas com albinismo só têm entre 10 e 20% de visão, necessitando assim de determinados cuidados especiais.
 
Nos próximos dois meses, prevê-se a distribuição de óculos de sol a todas pessoas que beneficiaram da campanha.
 
Fazendo um balanço da campanha, a Diretora de Ação Médica da Kanimambo, Carla Frias, disse que "foi de encher o coração". "Foi tão bom ver as pessoas, depois de terem os olhos corrigidos com a observação, poderem ler as imagens e letras que estavam no quadro, olharem para as pessoas e reconhecerem as caras das mães e dos pais que os acompanhavam, [ver] o sorriso na cara das pessoas," revelou.
 
Dados oficiais indicam que Moçambique tem cerca de 20 mil pessoas com albinismo, 70% das quais são crianças, adolescentes e jovens.