Acessibilidade a Tod@s no projeto UCCLA Acessível

Acessibilidade para Tod@s no projeto UCCLA Acessível

Um projeto inovador, que permita o acesso a tod@s, independentemente das suas capacidades ou condições físicas, foi apresentado no dia 23 de janeiro. O projeto UCCLA Acessível, apoiado pelo Turismo de Portugal, consistiu na intervenção no espaço, na comunicação, no website, no atendimento, assim como na criação de um conjunto de equipamentos que permitem o acesso a todas as pessoas.
 
Os visitantes poderão, agora, conhecer, um pouco melhor a UCCLA, história, missão e as cidades associadas através de diversas ferramentas criadas para o efeito: edição em Braille, 2 quiosques multimédia, tablet audioguia, óculos de realidade virtual que permite acesso direto às cidades como se estivesse nelas, assim como um edifício com acessibilidade total.
 
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Na sessão de apresentação pública, o Secretário-Geral, Vítor Ramalho, destacou a importância deste projeto e a sua inovação, referindo que o mesmo resulta de uma candidatura apresentada ao Turismo de Portugal, por Leonel Moura. Enaltecendo este projeto, acrescentou que a UCCLA teve que tornar o espaço acessível a todos “quer ao nível da entrada, das portas que abrem, como devem ter reparado, quer ao nível das próprias escadas, quer ao nível também dos sanitários e das casas de banho. Esta é a primeira, digamos, resposta que esta casa deu. Casa esta, como sabem, se situa aqui numa zona de grande atratividade turística e este evento não e indissociável exatamente da procura que esta zona tem.”
 
Relativamente aos novos equipamentos, a UCCLA passa a dispor de dois quiosques que permitem a “visualização das próprias cidades, mas mais do que isso, há óculos, numa realidade virtual, que ao coloca-los, permitem, como se estivéssemos na própria cidade. E isto é realmente fruto da evolução tecnológica do mundo de hoje. Esses óculos, óculos de realidade virtual, permitem que nós nos transportemos para qualquer sítio do mundo onde haja internet.” No que respeita “às pessoas com deficiência visual, nós criámos também um livro em braille que permite que saibam o que é a UCCLA, porque foi a primeira organização de cidades dos países de língua oficial portuguesa e que foi criada em 1985”. 
 
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Para Maria Vlachou, diretora Executiva da Acesso Cultura - “associação cultural sem fins lucrativos que trabalha para identificar e ajudar a ultrapassar barreiras físicas sociais e intelectuais na participação cultural” https://acessocultura.org/ - as questões da acessibilidade são fundamentais. 
 
Para a responsável a “democracia cultural é uma forma de reforçar a qualidade de democracia política, que consideramos estar em grave perigo hoje. A Acesso Cultura valoriza e esforçasse para garantir o acesso e participação cultural, a pluralidade de expressões culturais de formas de pensar e de fazer com o respeito sempre pelos direitos humanos. Cidadania não significa só votar de 4 em 4 anos, significa estarmos atentos, informados e ativos ao longo dos mandatos. A cultura decidida apenas por alguns não é necessariamente relevante para todos”, concluindo que “projetos como este que nos trás aqui tornam-se fundamentais para o desenvolvimento humano e para a criação de um mundo maior, mais diverso e mais rico.”
 
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Para Leonel Moura “a ideia aqui foi introduzir novas tecnologias na questão da acessibilidade” uma vez infelizmente a “acessibilidade é entendida por uma maneira restritiva, a acessibilidade física e pouco mais. Nós achámos que seria uma oportunidade para ir um pouco mais longe, tratando-se inclusive da UCCLA, que é uma organização de cidades. Portanto, esta ideia de que através da localização destes vídeos, recorrendo sempre à realidade virtual, no fundo também estamos a tornar acessível, aquilo que não é acessível.”
 
Destacando o trabalho elaborado ao longo de meses, Leonel Moura salientou que o trabalho irá continuar e que os quiosques e óculos irão ser “enriquecidos” com mais conteúdos. “A verdade é que esta atitude da UCCLA de tornar o seu espaço acessível e acessível desta maneira é um sinal muito forte dado a todos esses países e todas essas cidades. Quer dizer, no fundo a UCCLA também está aqui numa atitude e numa missão de levar este problema e este debate da acessibilidade a muitas cidades”, acrescentando que a “tecnologia também tem de ser para todos, mesmo para pessoas já de idade, que tem mais dificuldade em mexer em computadores, mas aqui não tem de mexer no computador, aqui com os dedos, é mais fácil, é mais acessível.” 
 
Para o representante do Turismo de Portugal, Vítor Costa, aquilo que “é mais recorrente é verificar a implementação das melhorias das acessibilidades daquilo que são as instalações, portanto, as necessidades físicas às instalações e aos equipamentos. E é uma realidade presente neste projeto, mas este projeto não se conteve por aí, a nível dos meios comunicacionais para quem visita o espaço, trabalhados e adaptados para determinados perfis com pessoas com necessidades específicas. Estamos a falar de um projeto que toca várias dimensões daquilo que é a acessibilidade.” 
 
Destacando o apoio financeiro que o Turismo de Portugal concede a múltiplos projetos, que representa “um esforço financeiro na ordem de 13 milhões de euros” como “reconhecimento daquilo que é uma necessidade de melhorias das condições de acessibilidade, de uma maneira geral em todos os equipamentos, instalações e serviços turísticos e de interesse turístico, obviamente que esperando que esse processo seja um processo muito mais alargado e com vários intervenientes também nessa promoção”, parabenizou o projeto agora apresentado. 

 

Flyer do projeto UCCLA Acessível

UCCLA Virtual

 

 

 

 

Publicado em 24-01-2019