Moçambi-Cá - Exposição de artistas plásticos de Moçambique

Na data em que se assinala o Dia dos Heróis Moçambicanos, 3 de fevereiro, a UCCLA inaugura “Moçambi-Cá - Exposição de artistas plásticos de Moçambique”, às 18 horas. Com a parceria da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Câmara Municipal de Lisboa, a exposição estará patente até ao dia 15 de maio.

Nesta mostra estarão expostas mais de 60 peças, de mais de 40 artistas moçambicanos. A curadoria é da responsabilidade de personalidades de reconhecido mérito cultural: Frank Ntaluma, Ricardo Vicente, Roberto Chichorro, Rui A. Pereira e Titos Pelembe.

Durante o período expositivo, a UCCLA irá organizar visitas guiadas, iniciativas com escolas, palestras, espetáculos e ciclos de cinema moçambicano.

A entrada é livre.

 

Inauguração da “Moçambi-Cá - Exposição de artistas plásticos de Moçambique” na UCCLA
 

Dia dos Heróis Moçambicanos:
A exposição é inaugurada nesta data como uma singela homenagem da UCCLA ao esforço imenso do povo moçambicano na luta pela sua independência.
Moçambique celebra o Dia dos Heróis Moçambicanos a 3 de fevereiro para recordar os muitos que lutaram e morreram durante a guerra de independência contra Portugal, que terminou em 1975. A data é baseada no dia do assassinato de Eduardo Chivambo Mondlane, um importante líder da independência na história do país.

 

Lista de artistas expostos:

Aberto Chissano 
Amilton Neves Cuna
Ângela Ferreira 
Ângelo de Sousa
Atija Assane
Bela Rocha   
Carlos Nogueira 
Celestino Mudaulane
Célia Bragança 
Ernesto Shikhani 
Estevão Mucavele 
Eugénia Mussa 
Fernando Machiana 
Filipe Branquinho
Gemuce
Gonçalo Mabunda 
Ídasse Tembe
Ilídio Canja
José Cabral
José Pádua
Lívio de Morais 
Lizette Chirrime 
Maimuna Adam
Malangatana Ngwenya
Malenga
Mankew Mahumana
Mapfara
Margarida de Araújo 
Margot Dias
Mário Macilau 
Mauro Pinto
Moira Forjaz
Mudungaze
Naguib Abdula
Nália Agostinho
Ntaluma
Reinata Sadimba
Ricardo Rangel
Roberto Chichorro
Samate Mulungo
Sérgio Santimano
Susy Bila
Victor Sousa
Zaqueu Ubisse

 

Coleções presentes na exposição:

Art Dispersion Unipessoal, Lda.
Coleção da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa
Coleção MNAC - Museu Nacional de Arte Contemporânea
Coleção particular de Graça Rodrigues
Coleção particular de Horácio Figueiredo
Coleção particular de Paulo Varanda
Coleção particular de Roberto Chichorro
Coleção particular de Rui Brito
Coleção particular de Rui Vasquez
Coleção particular de Sandra Pacheco
Coleção Serigrafia Artística António Moreira
Coleções de artista
Colectivo Multimédia Perve
CPS - Centro Português de Serigrafia
Fundação PLMJ
Monitor
MOVART
Museu Nacional de Etnologia
Nimba Galeria
THIS IS NOT A WHITE CUBE
UCCLA

 

Curadores da Moçambi-Cá - Exposição de artistas plásticos de Moçambique


Ntaluma, Escultor Makonde

Frank A. Ntaluma, escultor Makonde, nasceu na 1.ª Base da Frente de Libertação de Moçambique em Nkandangue Nanhagaia, Cabo Delgado, Moçambique, a 25 de agosto do último ano da década de 60, num sábado, com o calor do planalto, com as gargalhadas das parteiras tradicionais Maconde a assustar os homens da Base. Em 1990, Ntaluma começou a trabalhar em madeira como forma de transmitir as suas ideias, no Museu de Etnologia de Nampula. Em 1992 chegou a Maputo e, com um grupo de amigos, fundou a “Favana - Grupo de Escultores Makonde”, onde se formam muitos artistas moçambicanos e estrangeiros. Em 2000 vai para a ASEMA, Associação de Escritores Maconde, no Museu Nacional de Arte de Maputo. Chegou a Portugal em 2002, onde desenvolveu, com outros artistas, um intercâmbio de sensibilidades artísticas. Em 2003 assume a responsabilidade da escola de escultura da A.L.D.C.I. (Associação Lusófona para o Desenvolvimento Cultura e Integração), integrada na escola da multiculturalidade em Lisboa. Fez formação em Desenho por computador CAD (2002); Gravura, Xilogravura, Litogravura (2003); Centro Internacional de Escultura (2004); Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha (2006) e Gerir Projetos em Parceria, na Universidade Católica Portuguesa (2009). Ntaluma está representado em vários espaços públicos: Museu Nacional de Arte Maputo, ISARC Maputo; Ordina, Andorra; Chang-chun, China; Consulado-Geral de Moçambique em Lisboa; Long Beach, Califórnia, Estados Unidos; Hospital Garcia d´Orta, em Almada, e Parque dos Poetas (homenagem ao poeta moçambicano José Craveirinha), em Oeiras, ambos em Portugal, e em coleções particulares espalhadas pelo mundo.


Ricardo Barbosa Vicente

Nasceu em Lisboa, Portugal. Filho de Cabo-verdianos é Arquiteto e tem vindo a trabalhar desde 2004 em vários projectos de arquitetura de diferentes escalas combinando arquitetura com energias renováveis, no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique. Recebeu o prémio de Arquitetura Nacional em Cabo Verde em 2013, pelo projeto da Sede do Parque Natural da Ilha do Fogo. Em 2015, com a OTO, recebeu o Prémio Edifício do Ano 2015 – Arquitetura Cultural. Este projeto, em 2009, já havia sido selecionado como Projeto Futuro no WAF - World Architecture Festival. Consultor Independente da GOPA - Cooperação Alemã em Cabo Verde. Doutorando MIT Portugal Program in Sustainable Energy Systems, Technical University of Lisbon - Instituto Superior Técnico e Doutorando no KIC InnoEnergy, KTH Royal Institute of Technology - Estocolmo, Suécia. A partir de 2019, exerce as funções de Gestor, Programador e Curador do Centro Cultural Cabo Verde em Lisboa. É atualmente o assessor técnico e Cultural do Centro Cultural Cabo Verde e da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.



Roberto Chichorro

Roberto Carneiro de Alcáçovas de Sousa Chichorro nasceu a 19 de setembro de 1941, em Lourenço Marques (atual Maputo). É um dos mais conceituados pintores moçambicanos. Apaixonado por desenho, tirou o Curso Industrial de Construção Civil, embora a sua primeira opção fosse Arquitetura, curso que nessa altura só poderia frequentar em Portugal. Desempenhou várias funções como desenhador em atelier de arquitetura e ilustrador de livros. Simultaneamente, dedicou-se à pintura e fez a sua primeira exposição em 1967, mas só em 1980 se entregou inteiramente à arte. Em 1982 recebeu uma bolsa do governo espanhol, tendo trabalhado em cerâmica no Taller Azul e em zincogravura com Óscar Manezzi, em Madrid. Regressou a Moçambique em 1985, mas por pouco tempo, já que recebe uma bolsa da Cooperação Portuguesa em Lisboa. Desde então, passou a viver em Portugal, dedicando-se exclusivamente à pintura. Chichorro tem realizado inúmeras exposições, individuais e coletivas, em várias galerias, espaços museológicos e outros. Tem obras suas em diversas instituições, como o Museu de Arte Contemporânea em Lisboa e o Museu de Arte Contemporânea de Luanda. Ilustrou vários livros, com destaque para o poeta Craveirinha. O pintor recebeu diversos prémios como “Prémio da Aquisição”, no Salão de Arte Moderna, em Luanda, em 1973, “Menção Honrosa”, no Salão de outono do Casino Estoril, em 1987, e “Menção Honrosa” na Bienal de Óbidos, em 1991.



Rui A. Pereira

Nasceu em Luanda, Angola, em 1966. É formado em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e possui uma Pós-Graduação em Técnicas Editoriais, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem desenvolvido a sua atividade em diferentes áreas de intervenção - literatura, artes plásticas/curadoria de exposições, teatro, cinema, publicidade, equipamento e escultura em espaços públicos - utilizando o design, pintura, escultura, ilustração, gravura, serigrafia e multimédia. Foi o criador de design, capas e ilustrações de mais de uma centena de obras literárias para diferentes Editoras, tais como, Campo da Comunicação, Campo das Letras, Letras Paralelas, Círculo das Letras, Colibri, Labirinto de Letras e L’oriental Editrice. Foi diretor de imagem, de Maio de 2002 a Fevereiro de 2007, da Edição portuguesa do Le Monde Diplomatique. Integrou a direção artística do Museu Jorge Vieira, de 1998 ao início de 2012; e desenvolveu as mesmas funções, até ao início de 2014, na Galeria Municipal dos Escudeiros, do Município de Beja, coordenando um projeto de exposições, em itinerância pelas artes, por inúmeros municípios do país, em especial, do Alentejo. É atualmente o diretor artístico do Espaço de Arte Rogério Ribeiro - Galeria da Livraria Círculo de Letras, Lisboa. Realizou, em 2013, na casa da imprensa, uma mostra ontológica da sua obra gráfica. Expôs, individual e/ou coletivamente em Portugal e Espanha. Está representado em coleções particulares, no país e estrangeiro. É autor de textos de análise crítica de arte contemporânea publicados em livros da sua autoria, catálogos de exposições, revistas e jornais.



Titos Pelembe

Nasceu em 1988, em Maputo. Artista multifacetado, curador e investigador dos projectos Maputo Street Art e Polana Urban Creative Space (Repensar as Artes e Galeria ¾). Dedica-se profissionalmente às artes plásticas desde 2004, ao longo do seu percurso artístico notabilizou-se primordialmente no domínio da Escultura em Cerâmica de grandes formatos, entre outras disciplinas. É consultor do Museus do Mar e designer gráfico da Galeria Kulungwana e Xiquitsi. Atualmente é doutorando em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde simultaneamente frequenta o curso de especialização em Design de Tecnologia para a Saúde, e é mestrado em Arte e Design para o Espaço Público (2020). No âmbito da sua formação, renasceu o interesse e o gosto pela investigação artística no campo das artes visuais centrado na problemática da (des)colonização das artes e seu respectivo ensino. Tem colaborado com a revista Artecapital e IDENTIDADES Coletivo de Ação/Investigação (ID_CAI). Em Maputo, graduou-se nos cursos médios de Formação Pedagógica e Cerâmica pela Escola Nacional de Artes Visuais em 2009. E licenciou-se em Artes Visuais, pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) em 2012. Foi vice-presidente do Núcleo de Arte (2016-2018). É Embaixador do Festival Internacional de Arte da Ilha de Moçambique. Recebeu mais de uma dezena de prémios em exposições e concursos, tais como: Bienal das TDM, Prémio FUNDAC, Expo Anual Musarte, Descoberta entre outros eventos.

 

Morada:
UCCLA - Casa das Galeotas
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

Horário: de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas. Até 15 de maio de 2023


Organização:
UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa

Parceiros institucionais:
Câmara Municipal de Lisboa | Embaixada da República de Moçambique em Portugal

Apoio institucional:
Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP | CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Apoio:
Benogue | Hiscox | Starmuseum

Media partners:
Agência Lusa | RTP