Presidente da República inaugura exposição na UCCLA
A inauguração da exposição de artes plásticas “Conexões Afro-Ibero-Americanas 2.01”, a primeira exposição que a UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa levou a efeito na sua nova sede (sita na Avenida da Índia, n.º 110), no dia 21 de fevereiro, teve a presença de S. Ex.ª o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
 
A exposição pioneira no relacionamento das artes plásticas, dos países africanos de expressão oficial portuguesa, dos países ibéricos e latino americanos, apresenta 150 obras de 63 artistas de dimensão internacional.
 
    
  
 
Poderá aceder a algumas imagens em alta definição do catálogo.
 
No dia da inauguração estiveram presentes, para além de S. Ex.ª o Presidente da República, representantes de todos os órgãos de soberania, embaixadores e representantes de embaixadas, autarcas incluindo presidentes de câmara e de juntas de freguesia, para além de inúmeras personalidades ligadas às artes, às empresas, representantes de organismos corporativos, universidades e muitos jovens. 
 
    
 
Estiveram, também, presentes os membros da Comissão Executiva da UCCLA, a saber: Otinlin, que representa Macau, e Carlos Carreiras, que preside à Câmara Municipal de Cascais. Na sua intervenção, o Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, não deixou de invocar o nome dos demais membros da Comissão Executiva, no caso o prefeito de Salvador, António Magalhães Neto, e o presidente do grupo Entreposto, Pedro Palhinha, pela ação de apoio que, desde a primeira hora, deram à exposição inaugurada agora.
 
A exposição resultou do propósito da UCCLA encetar a programação das suas atividades para 2017 com um evento pioneiro, como foi referido e de alguma forma emblemático na expressão de identidade dos povos e países de língua oficial portuguesa, mas também dos povos da América Latina no ano em que Lisboa é a Capital da Cultura Ibero-Americana.
 
    
 
A exposição estará aberta ao público de terça a domingo, das 10 às 18 horas. As segundas-feiras estão reservadas às escolas, com uma programação exclusivamente destinada a estudantes. Fixou-se um valor simbólico de 3 euros para os visitantes. Com a compra do catálogo, de 5 euros, a entrada é gratuita.
 
A UCCLA honra-se de reproduzir parte das intervenções de S. Ex.ª o Presidente da República e do próprio Secretário-Geral, neste caso justificando a razão do evento e a sua projeção no mundo lusófono e ibero-americano.
 
O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, agradecendo a presença de todos, enalteceu o papel do Secretário-Geral da UCCLA afirmando ser “uma força da natureza” com “grande dinamismo e capacidade de realização notáveis”. Quanto à exposição classificou-a como “improvável, um desafio e uma aventura” por ter sido pensada num espaço relativamente pequeno mas onde é notória a “conjugação de peças e de autores”.
 
O Chefe de Estado acrescentou que o mais importante é o que “ela simboliza de compreensão da fraternidade afro-ibero-americana, conjugando duas comunidades da projeção universal que se sobrepõem, em parte, mas acabam por fluir no seu todo”.
 
Finalizou afirmando que o que nos une nesta exposição é a “fraternidade, a fraternidade específica daqueles que integram esta comunidade afro-ibero-americana, é uma fraternidade que se constrói todos os dias e as autarquias têm um papel fundamental na construção dessa fraternidade”, destacando aqui a importância da UCCLA pois as “autarquias estão próximas dos povos e os povos são os principais protagonistas na construção dessa fraternidade”. Para o Chefe de Estado a UCCLA foi “desde o seu nascimento essencial na construção de um percurso sobre percurso, um percurso difícil, complexo, mas vencedor. Hoje estamos mais unidos”.
 
O Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, destacou o papel desempenhado pelo Curador ao longo de todo o processo de produção da exposição, assim como o apoio dado por diversas instituições como a Câmara Municipal de Lisboa, e também aos membros da Comissão Executiva da UCCLA presentes, Otinlin de Macau e Carlos Carreiras de Cascais.
 
Para Vítor Ramalho esta exposição marca e assinala a programação futura da instituição, onde a qualidade de todos e de cada um dos autores das obras expostas falam por si mesma.
 
A circunstância de ser uma exposição pioneira e de inegável valor social e artístico mereceu da parte das entidades oficiais portuguesas, ligadas ao turismo, a sensibilizarem os agentes turísticos para a inclusão da visita à galeria onde a exposição estará patente nos roteiros culturais.
 
  
 
A exposição tem a parceria do Colectivo Multimédia Perve, da Casa da Liberdade Mário Cesariny e do Museu Berardo a quem a UCCLA não pode deixar de manifestar o seu reconhecimento. 
 
Ao Curador Carlos Cabral Nunes que, como ninguém, apreendeu o sentido do objetivo da UCCLA, manifestamos, também, o nosso reconhecimento e gratidão.
 
 
 
 
 
Reportagem na RTP 3 - As Horas Extraordinárias sobre a exposição, com entrevista ao Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, conduzida pela jornalista Teresa Nicolau (começa aos 04:30)
 
 
Antes da inauguração da exposição o Presidente da República foi conhecer as instalações da UCCLA, onde foi descerrada uma placa que assinala a sua passagem por esta instituição. Na ocasião, o Chefe de Estado escreveu no livro de honra da UCCLA.
 
 
    
  
 
NOTA: Algumas das fotografias foram cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa e são da autoria de Nuno Correia.
 
 
 
Publicado em 22-02-2017