Manuel Pinto Machado

Meu caro Nuno Abecasis:

A UCCLA, a “nossa” UCCLA, faz 20 anos proximamente, em Junho, recordas-te?

Pois o Secretário-Geral pediu-me um texto para o livro, creio que memorial, que irão editar por essa altura, e naturalmente que com prazer o faço. Mas a memória já não é aguçada, os nomes, esses então, passam mais depressa e as datas nem pensar. Penso que fiz aqui alguma baralhada e omiti muitos factos e, se calhar, e disso é o que tenho mais medo, alguns nomes, o que será injusto. Esta pincelada sobre o tempo, um bom tempo, não pode, nem quer, claro, cobrir tudo e todos, ainda por cima porque cobre o teu, o nosso e o meu tempo, e, assim sem cábula, não dá. Será, talvez, indelicado alongar-me mais no texto. Não me deram, simpaticamente, limites, mas não abuso.

Mas vê lá se gostas .....

Estava-se logo no princípio dos anos 80, quando a espada da intolerância ainda se erguia sobre o mundo, pretendendo impor ideologias à livre mente do Homem e algemas ao direito de rumar à vida. Era impensável então, e considerado quase tentativa de imposição de um neocolonialismo escondido, o propor, sequer, ou mesmo o sugerir, a criação de uma União de cidades da lusofonia, mesmo que tivessem partilhado um longo passado, falassem uma mesma e única Língua, tivessem muito de sangue comum e houvessem construído uma cultura e uma tradição comunicantes. Era impensável porque as nomenclaturas políticas o não permitiriam, o poder local tinha pouca ou nenhuma força, a democracia, quando a havia, era adolescente e tutelada, e, sobretudo, porque ninguém estava disposto a assumir o que pudesse perturbar um futuro, que se anunciava nebuloso, por falta da intervenção popular e, porventura, comprometedor, por falta da permissão ou da assunção da alternância.

Para além disso existia um complexo terrível, tanto do criador como da criatura, em que cada um se refugiava, para nada fazer que recordasse a história, para nada dizer que recordasse o tempo, para nada contar que recordasse a infância.

O que interessava, naquela feira de vaidades, era escoar o passado, ignorar o amigo e fingir a reverência.

Era isso.

Nuno Abecasis, um militante da solidariedade e da tolerância, soube ver que o abraço vale mais que o acordo, que a palavra vale mais que a caneta, que o dar o pouco que se tem vale mais do que prometer o mundo. Isto se, e só se, o abraço, a palavra e a dádiva forem verdadeiros, forem sinceros, forem recíprocos. E assim foi traçado o caminho.

Tive a honra, e naturalmente o prazer e a oportunidade, de noites sem fim o escutar, analisar alguns existentes modelos de geminação folclórica, comparar as experiências francesas da jumellage, e espanhola de Tierno Galvan, e começar a escrever no papel. Se era impossível, ao tempo, fazer uma União dessas com Países, que se vá à democracia directa, às autarquias, à boca do povo.

Mas o sonho dificilmente chegava cá abaixo. Era muito complicado. As pessoas diziam que sim, mas depois, costas viradas, riam, sorriam, encolhiam o ombro fácil. E estes eram os amigos, porque os inimigos, ou adversários, esses resvalavam os dentes para a política da reacção, do reaccionário, do fascista, do ingerente, do colonialista.

Com o seu café, o seu cigarro, o seu olhar caído, punha a mão na testa e nem se preocupava em ripostar.

Penso, ou sei, que ele já tinha falado com Francisca Pereira, de Bissau, enviado um recado, não sei bem como, para Samora Machel, encontrado meia dúzia de diplomatas e outros tantos imigrantes, e trabalhado com os Presidentes das cidades lusófonas com quem Lisboa estava já geminada, mas com poucas relações, e assim foi espalhando a boa nova, quase de bordão, como se ela já fosse uma realidade. O modelo da União Luso Ibérica, a UCCI, (criada em 12 de Outubro de 1982) inspirava-o, mas não era exactamente isso que ele, e depois nós, pretendíamos. Já havia a diferença da Língua, uma só no nosso caso, e da distribuição geográfica, em que se pretendiam os cinco continentes, ou, pelo menos mais que a Europa e América. No mapa mundi avermelharam-se em lápis as comunidades portuguesas, Malaca, as antigas possessões, a Florida, houve quem relesse Wenceslau....

Pensou o Nuno, logo de início, em Goa e em Díli, um possível outro não, mas eis que o Carlos Algeos Ayres, Presidente do Leal Senado de Macau, apareceu na Câmara, ou encontrou o Nuno num sítio qualquer. Ficou escolhido o residente asiático (a presença de Macau, muitos anos depois, iria causar um quase incidente na ONU, em New York, aquando do “exame” oral para a nossa aceitação como membros do ECOSOC, em que o representante da China declarava que essa cidade não era Capital de País nenhum, não falava o português e se encontrava no território continental da República Popular da China).

E assim nasceu a União. Primeiro discutimos esta palavra. Já não me recordo quem queria outra, se calhar melhor. Todos embirramos com esta designação, não propriamente com a sigla (sabia-se ao tempo - mas julgo que ninguém pôs a questão – da existência da UCLA, em Los Angeles, e só muito recentemente apareceu a UCCLA para os ucranianos residentes no Canadá, e que nem devem saber da nossa existência), mas com o “afro-americo-asiático”. Parece mentira, foi uma discussão tremenda, o chamado um contra todos, mas o nosso ideólogo e fundador e criador venceu, com a sua teimosia afectuosa, mas também com o argumento de ser conveniente que se abranja, logo no nome, a nossa real dimensão.

E assim nasceu a “União das Cidades Capitais Luso-Afro-Americo-Asiáticas”.

Que raio de nome..!!!!!

A UCCLA nasceu pioneira no seu clamor sobre a crescente e fundamental importância do poder local, da necessidade da sua emancipação política e económica e do seu basilar papel na consolidação da democracia.

Nasceu pioneira na comunhão das cidades com as empresas, dando vida aos frios números, fazendo com que, na obra e no projecto, se vislumbrasse o humanismo da criação, trabalhando para o desenvolvimento do bem estar dos cidadãos, esse povo anónimo que normalmente só é louvado e admirado antes da aproximação do acto eleitoral, quando o há.

Era a UCCLA a única organização internacional que se exprimia numa só Língua, e uma cultura muito abrangente e interligada, constituindo uma verdadeira cidade sem fronteiras.

Foi a UCCLA, ainda, pioneira na desburocratização processual e na aposta do diálogo e contacto pessoal e permanente, criando em cada um dos actores um espírito de missão, quase sacerdotal, que foi alastrando como um vírus benéfico e salutar, fomentando a amizade e a alegria no servir, permitindo que o símbolo da união saltasse do papel timbrado e se concretizasse no abraço amigo.

Nasceu, finalmente, pioneira na forma como conseguiu pôr o Homem e os seus sentimentos acima das instituições e do seu gélido relacionamento, conseguindo que uma perene confiança galgasse os obstáculos e assumisse como lema a frontalidade, consciente e verdadeira.

O seu símbolo, agora não sei porquê mudado!!!, transmitia precisamente a universalidade na união. Uma união de bandeiras, de hinos e de homens, mas onde a trombeta da solidariedade tocava numa nota só.

A nossa sede (pintada por F. Silva Ferreira em aguarela singular), edifício peculiar, de arquitectura conspícua mas tradicional, vizinho do Tejo e padecente das suas cheias, era um símbolo para além de escritório. Pela madrugada, no dia da inauguração, foi colocado debaixo da porta um papel tosco, que rezava (exactamente assim escrito!!) “Tudo o que neste edifício se instala pouco tempo depois morre. É assim, há pelo menos, 40 anos. A única coisa que poderá vingar, é uma taberna para os operários dos estaleiros e estivadores, que estão cheios de dinheiro. Mas uma coisa suja. De resto para que serve uma coisa destas? Só para política”.....Nós conseguimos lá ficar 12 anos!!!!

Ao lado permanece, felizmente incólume, o painel da arte das cidades, numa pintura mural ímpar de artistas de três continentes, alguns hoje bem consagrados, como Mena Brito, Ribeiro Couto, Inácio Matsinhe, Ismael Sequeira, Renato Rodyner, Eleutério Sanches, Manuela Jardim e Kiki Lima. Lá dentro encontrava-se, e não sei por onde parará, a escultura de José Esteves, que representava o Homem cavalgando e galgando o mundo na conquista da união e da irmandade.

A 28 de Junho de 1985, em Lisboa, no Centro Cultural das Descobertas, com representantes das cidades de Lisboa (Nuno Abecasis), Bissau (Francisca Pereira), Maputo (Alberto Massavanhame) , Praia (Félix Gomes Monteiro) , Rio de Janeiro (Laura de Macedo) , São Tomé (Gaspar Ramos) e Macau (Carlos A. Ayres ), foi solenemente criada a UCCLA. Era a nova caravela do Gama que partia.

Nesse dia, e proposto, naturalmente, por Abecasis, fui, em escrutínio secreto, eleito, por unanimidade, Secretário-Geral.

Conservei esse cargo, em regime de voluntariado, até 11 de Março de 1997, após a demissão que apresentei à Assembleia-Geral em Macau.

12 Anos! Com orgulho, enorme prazer, inesquecível honraria.

A 1ª Assembleia que realizamos teve lugar em Lisboa, em Março de 1986, onde foi admitida a cidade de Brasília, capital federal do nosso Pais irmão.

Rio de Janeiro foi primeiro, não por ter sido capital do Brasil, mas por o ter sido do Império Português, em 1808.

A 2ª Assembleia Plenária estava programada, e com tudo pronto no local, para Maputo, a 20 de Outubro de 1986, precisamente no dia em que faleceu Samora Machel. A maioria dos participantes chegou a embarcar no avião em Joanesburgo e, já na pista para a descolagem, foi cancelado o voo. Como singela homenagem conservamos a ordem das Assembleias como se esta se tivesse realizado.

A 3ª, em Abril de 1987, teve lugar em Brasília (José Aparecido de Oliveira), já noutro continente. Aqui juntaram-se, pela primeira vez, empresas e instituições portuguesas, num rasgo de inovação que materializava o nosso sonho de associar cidades, empresas e instituições com o fim de desenvolver conjuntamente acções de cooperação e contribuir decisivamente para a melhoria das condições sociais, económicas e culturais dos cidadãos das cidades capitais de Língua ou expressão portuguesa. Estou convicto que começou aqui a nascer a CPLP. Eu e o Nuno Abecasis, ou melhor, ele e eu, fomos condecorados com a medalha de mérito da cidade.

4ª, de 20 de Janeiro de 1988, em Macau, (José Celestino Maneiras) baluarte no Oriente, onde apareceu a delegação da cidade de Pangim (Goa) chefiada pelo seu presidente Francisco Freitas Branco que, num português de excelência e com a voz embargada pela emoção, não se cansou de elogiar a nossa coragem, oportunidade e a lição que estávamos a dar ao mundo. Sentimo-nos então como se fossemos a caravela do reencontro. Recebemos também uma delegação de pais dos alunos portugueses residentes em França, primeiro elo de ligação às grandes comunidades lusófonas, que por razões de sangue e cultura querem manter-se ligadas a nós e à divulgação dos nossos símbolos e tradições.

5ª na Praia, de  20 de Fevereiro de 1989, em Cabo Verde (Emmanuel Correia Pinto) onde finalmente, e após um árduo caminho , entrou a cidade de Luanda (Luís Wawuti), fechando o ciclo das capitais de língua portuguesa na nossa União. Também se nos juntou Cacheu. Aqui também pela primeira vez uma empresa não portuguesa adere à UCCLA, a Cabetur, de Aquilino Camacho. Inauguramos, no hospital central, a sala “Cidade de Lisboa” de RX. Levamos a companhia de teatro “A Barraca “, de Maria do Céu Guerra, que representou a peça “O baile”.

6ª em Maputo (João Baptista Cosme), em 1990, e já com a Presidência de Jorge Sampaio. Nuno Abecasis veio directamente da Índia com a adesão de Goa na mão, mas com incertezas da posição do Governo da União Indiana (assumidas pela própria Assembleia e que, infelizmente, se vieram, até hoje, a confirmar), aclamada com enorme interioridade e emoção. Entrou a cidade de Guimarães, berço da nacionalidade portuguesa e da Língua pátria, proposta, com comoção na voz, pelo Comissário Provincial de Luanda. Um momento único, inesquecível e histórico. E teria sido, também, nesta altura que se juntou a nós a Ilha de Moçambique, com o seu magnifico Primeiro Cidadão, o Abel Safrão? Nesta Assembleia foram alterados os estatutos (um trabalho amigo de Nuno Brederode) e ratificado o acordo de cooperação com a UCCI (Union de las ciudades capitales de Ibero-America).

Abecasis foi eleito, e consagrado nos estatutos, como Presidente Honorário. Era o mínimo a fazer. No ano anterior, em Bissau, havia sido condecorado com a medalha de prata da cooperação, pelo Presidente “Nino”Vieira. Julgo que única.

7ª em Bissau em 1991 (Vítor Saúde Maria?) onde se inaugurou a escola primária da UCCLA que se mostrou, depois, ser um exemplo de gestão, com a ajuda do centro cultural português, dirigido pelo lendário Mário Matos e Lemos. Também acendemos as luzes da principal avenida, obra magnífica dos electricistas da C.M.L. Recordo ainda as personalidades de Samba Lamine Mané, Governador de Cacheu e Ministro da Defesa, Flávio Proença, um dos primeiros, e Manuel Saturnino Costa, depois primeiro-ministro. E Filomeno Cuino, que já fazia parte do nosso inventário.

8ª, em 1992, outra vez na cidade da Praia, (Jacinto Santos) onde abrimos a nossa biblioteca e ludoteca. Recordo Kundi Paihama, Governador de Luanda, e toda a gente de “nôs terra” a sua música, Ildo Lobo, e o seu calor. Anos mais tarde haveriam de me conceder o grau de bons serviços prestados à cidade.

9ª em Guimarães (António Magalhães) em 1993. Um sucesso, com as empresas portuguesas a programar a sua intervenção. Além do mais foi a oportunidade de levar os Presidentes e as delegações de cidades dos cinco cantos do mundo à terra que nos deu o nome e o sangue.

10ª em Água Grande (Fernanda Margato – a célebre Didinha de Água), de 10 de Abril de 1994, onde foi experimentada a iluminação eléctrica no centro histórico. Juntou-se-nos Santo António do Príncipe, e o seu Presidente, Damião Vaz de Almeida. E que gosto tive em rever o Gaspar Ramos, o “tio” Gaspar, nosso fundador.

Compuseram os populares, a mando da Presidente da Câmara, certamente, uma canção intitulada “O Secretário-Geral “. Adorava saber a letra e ver e ouvir de novo. É uma canção para a vida.

11ª no Rio de Janeiro em 1995 (César Maia). Não deixo passar o nome do Embaixador Cláudio Garcia de Sousa, um intelectual e diplomata de enorme interesse, e a Prefeita de Salvador, Lidice da Mata. Recordo-me que o avião para Lisboa ficou imobilizado na pista e tivemos de regressar à cidade e permanecer mais um dia. Ninguém se queixou, tal a beleza daquela terra.

12ª de 17 de Março de 1996 em Luanda (Justino Fernandes) . Já com João Barroso Soares, como Presidente. Relembro os encontros com o Governador, conhecido de velhos anos e o Vice-Governador, General Farrusco, e das recordações de leste.

13ª em Macau (José Luís Sales Marques) em 22 de Fevereiro de 1997. Foi deixado assente, e aqui comunicado, o acordo do Grupo de Ligação Luso-Chinês para a continuação da presença de Macau na UCCLA, após a transferência da administração para a República Popular da China em exposição de pintura de artistas que falam o Português, o Presidente da Câmara das Ilhas- Raul Leandro- e...... o meu Adeus. Quando o disse já sentia saudade.

Mas recordo ainda, as três missões médicas. Escolhi as especialidades, e convidei três experimentados e conceituados profissionais, que aceitaram, por serem meus Amigos, creio, pela aventura, e estou a imaginar, que eventualmente isso representava, mas, sobretudo, pelo serviço que prestavam ao próximo. Cirurgião, o António Lacerda Pinto, ginecologia, o A. Manuel Pereira Coelho, e dermatologia, o Luís Leite, que deixaram os seus consultórios e doentes, para nos acompanharem, com enfermeiras, a Maria José, a Hermínia e a Paula, a Bissau, São Tomé e Praia. Não sei descrever o que foram essas três viagens, esses três anos consecutivos, o bem que se fez, o espírito da UCCLA que se viveu. Houve vidas que renasceram, olhos que se iluminaram. Chegou a hora de, publicamente, lhes agradecer.

E lembro as capitais lusófonas de cultura, em Lisboa, Praia e Rio de Janeiro. Os encontros com Mia Couto, Pepetela e Germano de Almeida em Copacabana, Sena Fernandes e Luandino Vieira na Praia e Tarrafal, onde este passou anos de prisão política. E o prémio Camões, para o melhor aluno de Português, e o programa de rádio «Estórias em Português» na TSF, e a aquisição do prédio da Associação D. Pedro de Alcântara, e as casas de estagiários e dos presidentes. Não pára. A memória não pára.

E uma espantosa viagem a Luanda, em prospecção política e empresarial, com o Nuno Abecasis, Fernando Marques Videira, Henrique Santa-Clara Gomes e o saudoso Alberto Leitão, recebidos por Luís Gonzaga Wawuti, onde o tratamento por “tu” (instituição universal de Abecasis ) de quase incidente diplomático se transformou em perene amizade. O nosso Presidente veio quase em estado de coma, em sistema de evacuação urgente e em maca, por um insecto que lhe picou a cabeça. Esta quase duplicou de tamanho e os olhos e boca ficaram disformes, com a febre a subir aos 41 graus e a desidratação brutal e instantânea. Foi uma aflição e grande responsabilidade.

E como éramos recebidos!!!!! Todas as gentes das nossas cidades nos recebiam com Estado e a maior pompa que tinham, mas cheios, cheios de amor.

E ainda recordo alguns representantes das empresas que nos acompanharam desde sempre e tanto viveram e colaboraram neste projecto mas sobretudo, com muita saudade, e não podia deixar de ser, os meus colaboradores, que também são amigas e amigos, para a vida, como na guerra. Elas e eles transportaram para esta causa o espírito e a vontade, mas mais a força do coração e do gosto que punham em cada acto. Ao profissionalismo juntaram o seu voluntariado, enorme e generoso.

Foi assim.

E pronto, meu caro Nuno, não sei fazer melhor, nem me dão mais tempo. Do muito que aprendi de ti, este projecto foi dos melhores, e ambos nos lembramos desses valores e desses dias. Aí onde estás podes tranquilizar-te. Na tua vida sempre deste muito mais do que recebeste, e só aqui, na UCCLA, foi uma grande fatia.

Um amigo abraço, e parabéns pelos 20 anos, do

Manel

Funções

Primeiro Secretário-Geral da UCCLA (1985-1997)