UCCLA felicita Germano Almeida - Prémio Camões 2018
 
O conceituado autor d’O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991), Germano Almeida venceu o Prémio Camões, o principal do espaço da literatura em língua portuguesa. Cabo Verde, a ilha da Boavista, onde Germano Almeida nasceu em 1945, e a ilha de São Vicente e em especial a cidade do Mindelo, onde o escritor reside, estão de parabéns. O prémio Camões regressa ao arquipélago de Cabo Verde, em 2018, onde já premiara o poeta Arménio Vieira, em 2009. 
 
O júri atribuiu o Prémio, por “unanimidade”, a Germano Almeida devido à “riqueza de uma obra onde se equilibram a memória, o testemunho e a imaginação” e acrescenta a respetiva ata que “conjugando a experiência insular e da diáspora cabo-verdiana, a obra atinge uma universalidade exemplar no que diz respeito à plasticidade da língua portuguesa“. 
 
A sua numerosa obra é editada em Portugal pela Caminho, destacando-se ultimamente A morte do ouvidor (2010), De Monte Cara vê-se o mundo (2014) e o seu último livro, O Fiel Defunto, será editado em Cabo Verde ainda em maio e em junho em Portugal. 
 
A UCCLA felicita o escritor Germano Almeida, por vencer o Prémio Camões de 2018 e congratula-se pelo facto de ter a sua assídua colaboração em várias iniciativas. É membro permanente do júri do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa, que vai na sua 3.ª edição. 
 
Germano Almeida tem, igualmente, dado a honra à UCCLA, da sua participação em vários dos oito Encontros de Escritores de Língua Portuguesa já realizados, nomeadamente na cidade de Natal, no Brasil, em Luanda, Angola, e na cidade da Praia, Cabo Verde.
 
 
 
Germano Almeida nasceu em 1945, na ilha da Boavista, em Cabo Verde. Advogado de profissão, licenciou-se em Direito em Lisboa. No que diz respeito à sua carreira literária, estreou-se como contista no início da década de 1980, na revista cabo-verdiana Ponto & Vírgula. De entre a sua já extensa bibliografia, distinguem-se obras como O dia das calcas roladas (1982), O Meu Poeta (1989), O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991) e, mais recentemente, Eva (2006), A morte do ouvidor (2010) e De Monte Cara vê-se o mundo (2014). De acordo com o Ministério da Cultura, a obra de ficção de Germano Almeida “representa uma nova etapa na história literária de Cabo Verde”.
 
O Prémio Camões foi instituído em 1988, em Portugal e no Brasil, com o objetivo de premiar um escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”– a portuguesa. Além disso, “com este prémio pretende-se ainda estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona, pelo que a este evento se associam os outros Estados de língua oficial portuguesa”, refere um comunicado do Ministério da Cultura.
 
 
 
 
 
 
 
Publicado em 21-05-2018